Alinhamento entre você e as coisas que você faz é a chave para uma vida tranqüila e feliz. Eu criei esse blog porque queria expor meus pensamentos; ele alinha o que eu penso com o que algumas pessoas querem ouvir. Trabalho em uma empresa que é pequena, focada e dá liberdade para todos criarem e serem pró-ativos; a visão da empresa é alinhada com o que eu entendo que uma boa e moderna empresa deve ser, por isso trabalho com orgulho.
Eu torço para a Ponte Preta porque ser o cara pequeno, azarão e determinado se alinha à minha visão das coisas. Já para a Seleção Brasileira eu não consigo torcer porque a minha visão de um atleta não está alinhada à visão de Ronaldinho, Robinho e do Adriano, e a minha visão de uma confederação de futebol está bem longe do que a CBF representa.
Muitos dos meus amigos reclamam incessantemente das empresas onde trabalham, dos chefes, dos colegas, dos sócios e de tudo o que imaginar. O problema não está na empresa, e na verdade o problema não está em nenhum dos lados. O fato é que a empresa tem uma visão de mundo, e meus amigos tem outra.
Quando as coisas não se alinham, não adianta forçar. Dizendo assim parece óbvio, mas é algo importante que é muitas vezes negligenciada. Quando você ficar bravo ou insatisfeito com alguma coisa, pense nisso. A vida é muito curta pra ficar dando murro em ponta de faca.
Na Entermotion, nós despedimos clientes. Não por fetiche, mas pela felicidade de quem trabalha na agência. A decisão não vem de cima, vem em conjunto. Sempre que um de nós sente que o cliente está passando dos limites e enchendo o saco demais, é hora de conversar sobre as possibilidades de mandá-lo procurar outra agência.
Mandamos embora clientes grandes, se for necessário. Na verdade, há uns 5 meses nós mandamos embora o nosso maior cliente. Ele estava conosco há 3 ou 4 anos, e era uma máquina de nos trazer novos jobs. Passou dos limites diversas vezes e sempre exagerava nos pedidos de alteração. Transformou-se em um grande incômodo na vida de todos e acabou no olho da rua. Eu não conseguiria descrever o alívio se tentasse.
Não fazemos isso constantemente porque nossos clientes têm bom senso suficiente. Talvez porque nós os educamos a ser assim. Dizemos “não” a diversos pedidos de alteração, e cobramos adicionais sempre que o pedido é fora do que julgamos justo. Sabemos que muitos concorrentes não fazem isso e abrem as pernas para todas as vontades de clientes.
No fim das contas, acho que é só uma diferença de objetivo. Por aqui, o objetivo é ser uma empresa feliz fazendo coisas excelentes. Piegas, mas o dinheiro é conseqüência.
Ah, estamos contratando.
Não tenho conhecimento técnico suficiente para falar algo inteligente ou novo sobre a crise financeira que está rolando por aí, mas uma coisa me chamou a atenção nesses últimos dias. Não tem muito a ver com a crise em si, mas com algo maior, provavelmente da natureza da nossa civilização.
É impressionante como algumas ideologias fascinam governos, instituições e pessoas e as fazem acreditar que algo está lindo e perfeito até o ponto em que é tarde demais e a coisa toda já bateu no ventilador – em 1929 foi parecido.
Anos antes da Segunda Guerra Mundial, a Europa e o mundo – tomados por esperanças ingênuas de um pacifismo diplomático – ficaram olhando Hitler reconstruir a máquina de guerra da Alemanha, mesmo quando Mein Kampf já denunciava as reais intenções.
Talvez seja porque nosso default é ser reativo e não pró-ativo, e nós só conseguimos ver o muro quando ele está perto demais.