A alternativa do Greenpeace

Que o Greenpeace é contra a construção da hidroelétrica de Belo Monte, acho que todos já sabemos. Semana passada, a ONG até despejou algumas toneladas de esterco na frente do prédio da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) como forma de protesto, para explicitar o sentimento da entidade em relação ao projeto.

O Greenpeace e Belo Monte

Fiquei na dúvida, porém, sobre qual é exatamente a solução do Greenpeace para o problema energético do Brasil. Entendo perfeitamente todos os problemas advindos da construção de Belo Monte e pensei que através da ONG eu poderia encontrar informações e embasamento para defender um plano alternativo, de energia limpa e renovável, uma vez que estão sendo tão veementemente contra a hidroelétrica.

No site do Greenpeace, sob a matéria que explica o protesto na ANEEL, somente 1 dos 11 parágrafos é dedicado a falar sobre uma alternativa. Fala, porém, sem muita utilidade.

… O custo da geração eólica é de R$ 150/MWh, e das usinas de cogeração a biomassa, de R$ 160/MWh [o custo da Energia em Belo Monte gira em torno de R$ 78 por mW/hora]. “Hoje, as energias eólica e de biomassa são opções economicamente viáveis para o Brasil, com impactos socioambientais infinitamente inferiores aos de Belo Monte”, explica Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Energia do Greenpeace. “A diferença tarifária para o valor da usina planejada obviamente não compensa o grave passivo social e ambiental inerente ao empreendimento.”…

Em outras palavras, o parágrafo diz que a alternativa tem o dobro do custo, vindicado por razões ditas óbvias mas que na verdade não são – em especial para o público geral, como eu, que está tentando escolher um lado no imbroglio.

Acredito que o papel que o Greenpeace deveria exercer, além dos protestos necessários, é de apresentar um plano alternativo palpável, que faça sentido e que possa prover toda a energia que precisaremos nos próximos 5, 10 e 20 anos. O que a ONG precisa é definir claramente o quê, quando, onde, por quanto e por quem, para conseguir vencer os céticos e ajudar no progresso do Brasil. Caso a contraproposta apresente custos mais altos, então encontre maneiras de deixar bem claro quais são os ganhos desta escolha diferente, e porque ela é a melhor opção.

Ao simplesmente criticar determinada ideia e não apresentar uma contraproposta viável, o Greenpeace acaba tendo a mesma atitude xiita que estamos acostumados a ver em campanhas de oposição. E isso não leva ninguém a lugar algum.

Oasis em SP, desrespeito e decepção total

Tecladista do Oasis. Estilo.Sábado eu fui no show do Oasis em São Paulo e saí decepcionado e irritado com o que deveria ser uma noite divertida ouvindo um rock dos bons, e baladinhas clássicas. Não foi o típico mau humor dos irmãos Gallagher que causou tudo isso, mas sim uma péssima organização que faltou com respeito tanto com quem pagou caro para estar na Arena Anhembi, como também com a banda de abertura Cachorro Grande.

O sistema de som do evento estava horrível. Muito baixo e mal balanceado, ele falhou completamente durante uma das músicas da banda de abertura, deixando os caras tocando para ninguém ouvir durante 3 ou 4 minutos. O volume das guitarras e do vocal eram fracos, e em momentos as guitarras era inaudíveis.

Eu esperava que a qualidade e altura fossem aumentar assim que o Oasis aparecesse, mas fiquei sonhando. Pra se ter uma noção de quão baixo o som estava, eu e meus amigos conversávamos calmamente, sem gritar, como se estivéssemos num bar sem música ao vivo – sim, porque em bar com música ao vivo o som é bem melhor e dificulta conversinhas paralelas.

O que me impressionou mais foi a avaliação do UOL Música, que teve colhões pra dizer o seguinte:

Vale destacar a excelente qualidade de som, que contribuiu particularmente para a apreciação dos arranjos mais complexos do novo álbum.

Ahn!?!? Excelente qualidade de som? Apreciação dos arranjos complexos? De quatro alternativas, uma: (1) o Oasis fez uma apresentação especial para a imprensa, (2) o jornalista estava muito bêbado, (3) o jornalista estava em cima do palco, (4) o jornalista nem foi no show. Ah, nunca podemos descartar a possibilidade adicional da matéria ter sido paga pela organização também, né.

Já fui em vários shows na Arena Anhembi e esse com certeza esse foi o pior de todos. Aliás, não só entre os shows da Arena, mas de todos os shows que eu já fui. Show de rock com som ambiente é como cerveja sem álcool, ou churrasco sem carne, ou qualquer outra analogia mambembe dessas.

Com os 3 ingressos de meia entrada que eu comprei, mais o estacionamento, mais a gasolina e os pedágios, foram R$ 600. 600 reais para ter um experiência horrível, e só ganhar stress.

Mais uma vez, o mercado de serviços do Brasil mostra que está muito preocupado com seus clientes…

PS: eu fui no show do Oasis em 2006 e tudo que eu tive a dizer foi isso.

O Mercado de Games

Esse é meu último ano na faculdade e, portanto, ano de TCC. O estudo da minha equipe é a Overplay, desenvolvedora de jogos de videogame daqui de Campinas, onde trabalhei por alguns anos até 2006.

Já que está difícil encontrar tempo para escrever pro blog, decidi começar a postar alguns pedaços do TCC por aqui; não publicarei nada relacionado especificamente à empresa por motivos de sigilo e etc., portanto esperem somente assuntos gerais sobre o mercado.

Espero poder informar o pessoal que não seja totalmente familiarizado com a indústria, assim como quem quer que se interesse pelo mercado de games, que é realmente fascinante.

Baixe aqui uma análise do mercado de games. É a primeira versão, que pode (e deve) ser muito alterada ainda.

Participação geográfica do mercado de games mundial