Reinventando os livros

iBooks

A notícia de que o Google também vai entrar no mercado de livros digitais demonstra que a digitalização da literatura é um caminho sem volta. Em paralelo, a evolução dos gadgets e dos próprios mecanismos de interação nos computadores pessoais só vão acelerar esse processo daqui pra frente.

Não dá pra saber se os livros tradicionais vão morrer, porém é bastante provável que pelo menos tornem-se um nicho, como aconteceu com os discos de vinil – e está acontecendo com os CDs.

Estou terminando meu segundo livro da Kindle Store (pra iPhone) e entendo as vantagens: leio quando a namorada está vendo vitrines no shopping, facilmente reviso trechos sublinhados em uma tela dedicada, e mesmo da cama consigo um livro novo em poucos segundos.

Porém as desvantagens também aparecem, e acho que eventualmente teremos de repensar diversos conceitos ligados à forma como absorvemos, compartilhamos e gerimos o conhecimento.

Não poderemos mais emprestar livros aos amigos? O ato de trocar livros foi parte crucial da minha vida acadêmica e cultural, e já sinto falta – queria emprestar Syrup pra meus amigos, como fiz com os outros 2 livros do Maxx Barry que eu tenho, mas não dá.

E as bibliotecas públicas, como existirão em um futuro de livros digitais? Será que teremos de inventar DRM para isso? Ou talvez restringir novos cadastrados através da localização geográfica?

E como os monopólios de distribuição – Amazon, Apple e Google, provavelmente – influenciarão tudo isso? Agindo tanto como distribuidor e como ponto de venda, será que não é muito conhecimento concentrado na mão de poucos?

Esta mensagem foi postada em Comportamento, Cultura, Leitura e com as tags , , . Salve o bookmark..