Hoje no Brainstorm#9 o Merigo postou sobre a nova campanha do Estadão, que claramente se posiciona contra os blogs de maneira preconceituosa, infantil e (como é comum nos veículos old media), bastante desinformada e ultrapassada.
A mídia tradicional sempre estará aí, será a líder, mas alguns membros desse segmento ainda terão que aprender a lidar com o novo, pois não tratam-se de “diários virtuais de adolescentes ociosos”, mas de uma mudança social mais do que consolidada.
Convidar as pessoas para que escolham e contestem suas fontes de informação com bom-senso e inteligência é uma coisa, generalizar de forma preconceituosa um universo que tem poder de construir percepções e destruir reputações num piscar de olhos, é estupidez.
Vai ser engraçado daqui 1 ou 2 anos quando o Estadão se perceber obrigado pelo mercado e por seus próprios consumidores a integrar blogs e conceitos da Web 2.0 em sua estrutura para não perder share e eventualmente não morrer. Daí vamos lembrar dessa campanha e… rir.
Pegou mal para a Talent também. O Estadão vem há tanto tempo tentando ser um jornal mais descolado, menos tradicional e cabeça-fechada; mudou de layout, passou a ter alguns textos mais dinâmicos, alterou suas campanhas publicitárias. Aí dá uma dessa; ao invéis de fazer como a Globo, que abriu um canal no YouTube e abraçou o presente, o Estatão deu um chute na boca do estômago do presente.
Eles devem estar lendo Andrew Keen…
