King Kong

Um macaco gigante apaixonado por uma linda garota pode até parecer com a história de um filme brega de algum escritor com sérios problemas de relacionamento. Ou talvez um devaneio ultrapassado de uma época mais que distante. Porém, o que Peter Jackson fez com King Kong é nada disso. Ao transformar um filme de 72 anos de idade em uma obra-prima do cinema moderno, Jackson prova que é, de longe, o melhor diretor da década. E faz isso ao unir a tecnologia extrema de sua companhia de efeitos digitais com um bom roteiro e ótimas atuações (não só dos humanos, mas também dos personagens digitais).
Ao assisti-lo, você sente ao mesmo tempo a torrente das cenas de ação extremamente bem construídas (e que parecem intermináveis, no bom sentido) e a melancolia das cenas em que Kong mostra seu amor pela Senhorita Darrow. As três horas passam no que parecem ser dez minutos!
V for Vendetta

Acabei de assistir aos dois trailers do novo filme de roteiro dos irmãos Wachowski, famosos criadores da série Matrix. O filme, que tem Natalie Portman e Hugo Weaving como protagonistas, mostra uma sociedade distópica em um futuro não tão distante em que o povo é totalmente oprimido por seu governo, tendo sua liberdade suprimida. Algo como 1984. Ou Admirável Mundo Novo. Ou Equilibrium. Ou até mesmo o próprio Matrix. Alguém mais sente que essa história já foi contada mais de cinqüenta vezes?
O visual do filme é aquele velho look Segunda Guerra, com referências nazistas por todos os lados. Tem como ser mais chinfrim? Tudo bem que o filme é uma adaptação da história em quadrinhos da década de 80, mas não deixa de ser fato a sua cafonice. Parece que Matrix foi a primeira e é última coisa boa que os irmãos trouxeram ao mundo. Assistirei ao filme quando ele sair e, muito provavelmente, poderei dar adeus aos Wachowski.